GandaM@lhos BTT

A glória não está em não cair…, mas sim em levantar-se sempre…

O Caminho de Santiago segundo Anita e Zenight – Etapa 4

Ponte de Lima – Rubiães

Ora ainda mexe (pouco) este diário de viagem que se pretende curto, e que serve apenas para ficarem  registadas as impressões de tão espectacular viagem em outro lugar que não apenas  na minha mente.

Pousada da Juventude ...

Verificadas as instalações da Pousada da Juventude de Ponte de Lima, transformada num gigantesco parque de bicicletas, e que são as bastantes para um viajante, havia que recuperar forças para o jantar, pois esta região terá uma das mais ricas em gastronomia neste país. E valeu bem a pena, pois os  nacos de vitela barrosã que comemos recuperaram as energias e preparavam para a jornada seguinte.

E que teve início logo após uma visita matinal ao mercado para comprar mantimentos para fazer umas sandes pelo caminho.

Mercado matinal em Ponte de Lima

Esta jornada veio a revelar-se a mais dura deste Caminho, não tanto pela distância, mas por ser bastante acidentada em termos de relevo. Juntando-se a isto uma bolha que trazia no dedo pequeno do pé, que causava grande desconforto na caminhada, tem-se um plano de sacrifício assinalável.

Na memória da etapa ficam para sempre um riacho ligeiramente desviado do caminho que tinha um açude, e era rodeado de grande beleza natural, que nos serviu de cenário para o almoço e para preparar os pés para a dureza que se adivinhava.

Um dos lugares mais ...

E a subida da Labruja, a mítica serra de que tanto falam os betetistas, é sem dúvida, muito difícil de ultrapassar, mesmo a pé, bem como o inicio da descida para Rubiães, merecem uns caminhantes já com alguma preparação física para ultrapassarem estes obstáculos.

Trepando pela Labruja...

É uma “parede” que mete respeito a qualquer um, pois é um desnível de perto de 400 metros feitos em 3 ou 4 kms. É mesmo trepar pela serra acima.

Mais serra...

Pude imaginar como seria o esforço caso tivesse de ultrapassar aquela serra se fosse de bike…

Depois o caminho acaba por fluir naturalmente até Rubiães, servida por um albergue de peregrinos, que estava lotado, e que por curiosidade tinha estacionados à porta dois burros, que carregavam as malas de um grupo de jovens peregrinos alemães.

Os burros alemães...

Acabamos por ficar na pensão “Refugio do Peregrino”, em Rubiães onde a simpatia da Dona Sílvia foi relevante, facultando agulha e linha que havíamos esquecido.

Não para costurar, mas para resolver o problema da bolha que trazia no pé. E aqui fica para quem não souber, quando se tem uma bolha não rebentada, nos pés, deve furar-se  a mesma de um lado ao outro deixando-se lá ficar a linha por uma horas. É remédio santo.

O habitual descanso para o jantar, e um pequeno susto, pois em Rubiães apenas um dos dois restaurantes existentes aceita pagamentos por multibanco.

Terminou-se o dia ainda com pelo menos uns 5 kms nas pernas para ir ao restaurante, e voltar à pensão.

Aqui fica um mapa da etapa percorrida.

Foto reportagem deste dia no Facebook.

Segue relato da etapa 5

 

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