GandaM@lhos BTT

A glória não está em não cair…, mas sim em levantar-se sempre…


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Centro de BTT – Ecopark Azibo

O EcoPark Azibo é um parque recente, localizado num espaço de excelência natural e diversificado no contexto da biodiversidade – o Azibo, concelho de Macedo de Cavaleiros.

Tendo como plano de fundo a Ribeira – Albufeira do Azibo, recentemente aclamada uma das 7 Maravilhas – Praias de Portugal, a sua génese assenta no conceito “Eco-Discovery”, proporcionando aos amantes da natureza e do turismo ativo, momentos de descoberta únicos em grupo ou em família.

Encontra-se em fase de estudo para fazer parte na rede nacional de centros de BTT.


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Ora então… FELIZ 2014!

Boas, caros leitores:

Chegados a 2014, e já após prolongada ausência (desde outubro… 😦 ), por causa de uma enorme falta de motivação para escrever e pedalar, que veio fazendo o seu caminho e que espero mesmo que tenha emigrado para longinquas paragens. Prova disso é o facto de já ter conseguido fazer um arranjo  estético aqui ao site… Espero que agrade!

Ainda assim não deixei de pedalar, mas apenas o tenho feito esporadicamente ao fim de semana. Desde outubro passaram alguns meses, e fiquei-vos a dever umas cronicas. No entanto posso dizer que passeei por sitios bem interessantes:

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Vinhais, corrida top, muito bem organizada. Estourei.

NGPS Maia, pelos Caça Mouros, 70 km de puro e muito duro btt.

Vimioso, no 1.º evento do Arre Burro BTT, que promete, e ainda por cima para se ganhar lastro para o Natal.

NGPS Gralheira, absolutamente de loucos… com neve, frio, chuva, em paisagens verdadeiramente deslumbrantes.

Partilho um video que merece ser visto, pois demonstra na perfeição a jornada. By Kunalama

Para este ano, se tudo correr bem, desejo fazer mais btt por tras os montes, algumas etapas no NGPS, e fazer a Maratona de Mortagua, da Taça de Portugal de XCM.

Vamos lá ver como correm as coisas….

Feliz 2004!


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EOX 240 … 1.ª tentativa… :-)

EOX 240 é a mais longa maratona BTT organizada em Portugal, que se desenvolve em linha ao longo de 240 km, juntando duas extremidades Este (VV Ficalho) e Oeste (Zambujeira do Mar) deste nosso jardim à beira do mar plantado. Com lotação reservada para apenas 100 atletas, insere-se num conceito de Ultra maratonas de BTT explorado pela empresa Trilhos Vivos, que apresenta no seu leque de provas o SRP 160, e o SUDOEX, sempre desenroladas por terras alentejanas ou algarvias. Provas estas que fazem sempre parte do imaginário de qualquer betetista que se preze.

Perfil da prova

Ora, faltando-me uma serie de parafusos na cabeça…, tenho colocado anualmente uma ultra maratona no calendário, por desafio de superação pessoal. No ano passado 2012, fui “finisher” do SRP160, e este ano pretendia cometer proeza maior e tentar os 240 km.

Desde o principio do ano que tinha empenhado a minha palavra junto de 2 bons e corajosos amigos, para dividirmos as despesas que tal deslocação implica, e também poder ter o indispensável apoio da minha incansável directora desportiva, ao longo do percurso.

Assim, o homem pensa, e obra nasce… e então, no passado dia 14 de Junho rumámos 5 almas no meu bote, até Vila Verde de Ficalho, junto à fronteira com Espanha, bem dispostos, mas ainda sem imaginar como seria um daqueles fins de semana que por mil anos que se viva, jamais se esquecerá.

Secretariado

Secretariado

E a viagem decorreu sempre sob o signo da boa disposição contagiante do amigo Couto e do Kiko, de tal forma que não demos pelos mais de 500 km de viagem até ao secretariado instalado no parque desportivo de Vila Verde de Ficalho. Jantar em Pias, no espectacular restaurante O Adro, e caminha num alojamento de agro-turismo perdido na típica paisagem alentejana, entre estas localidades.

Alojamento...

Alojamento…

Cabe agora aqui confessar que a minha expectativa para a prova não era muito alta, pois a completa ausência de treinos durante os meses de Março e Abril, por lesão, dificilmente me permitiria levar a cabo tamanha façanha, mas tinha a remota esperança de que o percurso fosse macio o suficiente para me poder aguentar no máximo de km possíveis.

Guerreiros

Guerreiros

A ideia que tinha era que qualquer um dos meus companheiros de jornada estava bem melhor preparado que eu, e isso veio logo a confirmar-se logo após a partida pelas 6 horas da manha, não sem que antes, pudéssemos trocar curtas impressões com o pessoal da Ecobike presente, e outros camaradas do Norte.

O ritmo do pelotão foi desde logo bem vivo, tipo maratona, e na tentativa inconsciente de tentar não ficar logo para trás, percebi que estava no meio de um leque de atletas em grande momento de forma…

@ ZA1

@ ZA1

Os meus companheiros de jornada, cedo se aperceberam que o ZeNiGhT, não os iria ajudar grande coisa, e mesmo assim ainda foram tendo a paciência de vir comigo a passo de caracol…, mesmo estando eu a pedir-lhes que se fossem embora no seu melhor ritmo. Para ajudar, a transmissão da KTM, decidiu dar problemas, e foi já com perto de 4 horas que chegamos a Serpa (ZA1), com perto de 60 km percorridos. Esta paragem pretendia ser curta, mas como a minha bike ficou entregue aos cuidados de um mecânico que com dificuldade lá a conseguiu pôr a meter as mudanças, no entanto sem grande precisão, e acabámos assim por perder preciosos minutos.

Avarias

Avarias

Aproveitando as longas rectas na saída de Serpa, lá seguimos sempre com o máximo que eu podia dar, até ao meu “estouro” final por volta do km 110. Por esta altura, o calor ia ditando a sua lei, e a esmagadora tranquilidade da planície alentejana, ia criando fantasmas na minha cabeça… os longos quilómetros debaixo de escaldante sol, a ausência completa de vida humana, e um silêncio atroz, que embelezado por paisagens únicas, tornavam a coisa particularmente diferente de tudo aquilo onde já pedalei…

Por esta altura, já os colegas de jornada, após os meus insistentes pedidos, voavam em direcção a Entradas… (ZA2) ao km 120, para poderem entrar dentro do controlo de tempo.

Entradas, que para mim foram “Saídas”, pois foi cheinho de caimbras nas pernas que ali cheguei e não me restava nada mais do que encostar à boxe, atirar-me para o agradável relvado, e tentar colocar as pernas em condições de pelo menos conseguir andar…em pé… após 8 horas a pedalar…

Entradas... para sair da prova... :-(

Entradas… para sair da prova… 😦

Começa aqui mais uma odisseia que só viria a terminar perto da meia noite…

Amigo KiKo lembra-se de enfrascar quantidade exagerada de coca cola, e logo a sua tripa começou a dar sinais de que não tinha gostado muito da ideia. Amigo Couto sempre em forma, come uma boa pratada de macarrão preparado pela minha directora desportiva e bem disposto, parte com o já fragilizado KiKo, rumo à ZA3…

É a altura de eu passar de concorrente a assistente e após recomposto, almoçado, e minimamente lavado, partir para a ZA 3 para esperar os sobreviventes. Por esta altura, já emprestava os meus serviços à organização, e trazia um camarada do pedal que acabou também por desistir após perder o cleat do sapato no rio, e havia regressado novamente à ZA2…

Com o pico do calor, chegamos à ZA 3 na Aldeia das Amoreiras, e chega um telefonema do amigo Couto a informar que o KikO se encontrava mal, e que já não conseguia continuar…sucede que o amigo Couto, não tem GPS, e não consegue lidar com o do Kiko…

Sucede que o amigo Couto, ainda tem menos parafusos que eu… e decide arranjar “boleia” com uma dupla de participantes que vinha já algo atrasada…

mai nada @ZA4

mai nada @ZA4

Sucede que temos que despejar o nosso “passageiro”, e entrega-lo aos cuidados da (des)organização… para ir pegar o Kiko e tentar regressar a tempo de assistir o Couto…, feito que conseguimos, e tratamos de motivar o único guerreiro em prova…

Sucede que o amigo Couto se mostra bem mais rápido do que os seus colegas de GPS, e vê-se obrigado a aturar as birras de um deles… sucede que o ritmo ia diminuindo cada vez mais, e foi já na queima que controlaram na última ZA.

Aqui, o amigo Couto apareceu muito bem disposto, e após curto descanso lá partiram para os 40 km finais, com a janela de tempo a encurtar cada vez mais…bem como a luz natural que rapidamente se esgotou… obrigando ao esforço de fazerem longos km com a luz das bikes no meio da escuridão alentejana.

Aqui, também o amigo Kiko, já recuperado, vai repondo os níveis de queijo e vinho alentejanos…e eu durmo …bebo umas minis, e como tremoços…

Garrafa de champagnhe comprada, e bora lá para Zambujeira do Mar, check-in no hotel, banho, jantar a correr, e verdadeiro rali por estradão de terra até à praia do Carvalhal, para apanhar ainda os 3 bravos resistentes, garrafa de champagnhe aberta para dar banho aos guerreiros que chegaram uns minutos antes da meia noite… Absolutamente alucinante!!! Só visto!

Fim de prova!

Fim de prova!

Grande alegria por ver o amigo Couto terminar esta impressionante odisseia, e poder observar uma verdadeira força da natureza, foi uma lição que tão cedo não esquecerei.

Perdoem os leitores, mas o tamanho deste relato tem que ser proporcional à distancia do evento… 😉

Uma palavra final para a organização que teve aspectos positivos, como a qualidade da informação prestada nos guias de prova, e dos acompanhantes, mas, no todo o resto, foi uma grande desilusão, por ser uma coisa tão “fraquinha” que impressiona. É certo que a natureza da prova é bem diversa de uma comum maratona, e que quem participa sozinho deve ir consciente, e preparado para o risco que vai correr, mas fiquei com a sensação de que cada um estava entregue a si próprio. Não havia ninguém a “fechar” o percurso, acho que podiam arranjar motas ou bicicletas…entre ZA’s para acompanhar os últimos, pois alguém sempre estará nesta posição… O homem que estava na ZA2… que abalou sabendo que havia alguém para trás…

A alimentação fornecida pareceu-me escassa, e de recordação trago apenas as memórias vividas e fotografadas, 70 euros gastos na inscrição…, e a escuridão desoladora de quando terminou a prova, bem como a pressa para encerrarem o pano…

Participei, e foi para mim mais uma vitória. Não terminei, mas ficará sempre na memória.

A equipa completa

A equipa completa

Um obrigado especial aos meus companheiros Kiko e Couto! À Sónia e à minha querida directora desportiva, que está sempre onde eu chego, e sempre para onde vou…

Registos do meio EOX… 😉

O percurso  óptimo para a família… no .

O meu registo

Fotos no 

Altimetria:

Meio EOX240 15-06-2013, Elevação - Distância


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A rota do Mineiro…

Era uma vez… num reino distante… onde durante muitos anos… a força indómita de gerações de homens de coragem extraiu das entranhas da terra o sustento seu, e o dos seus, à custa de sangue suor e lágrimas derramados na vizinhança do rio Tuela, e que me vieram encontrar na roleta desta vida…

Minas do mineiro....

Minas do mineiro….

O reino chamado Ervedosa, continua ainda hoje com a coragem herdada dos seus antepassados, intacta, e redobrada, e coloca no terreno ano após ano o meu evento de BTT favorito.

Assim sendo, suspeito que sou, digo que a cada ano que passa existe sempre algo que me marca, e me obriga a lá marcar presença.

Este ano, o clima prometia complicar, pois tudo indicava que a chuva também queria participar no evento. Apareceu apenas o frio, e em força.

Bora lá!

Bora lá!

Apareceu também um convidado especial que consegui convencer a pedalar por terras transmontanas, um confirmado icone do btt nacional,  o Couto da Ecobike, sendo que são já poucos os praticantes de btt, que ainda não se cruzaram com ele, por trilhos deste pais. Tenho a certeza que adorou a experiência, pese embora o facto de ter andado durante todo o percurso entretido em “picanços” com o pessoal dali… Também apreciou bastante o almoço… 😉

O dream tem da Edrosa ;-) + a Ecobike

O dream team da Edrosa 😉 + a Ecobike

Prova da vitalidade do BTT, verifico com alegria também a formação do “dream team” da Edrosa em BTT… O ZeNiGhT e a Marlene!, que está em crescendo de forma, e que em breve se vai tornar um caso sério na modalidade.

sai da frente... Guedes.. ;-)

sai da frente… Guedes.. 😉

Escolhi este ano o percurso da meia maratona, para ir ganhando forma para o grande desafio que se aproxima a passos largos. Percurso uma vez mais espectacular, logo com uma descida bem rapidinha no início, e depois quase só “descidas” até lá CIMA… terminando-se em beleza com uma contagem de 3.ª categoria, tipo “tour de france”….

Contando também para o Open regional de maratonas da ACB, a Ervedosa recebeu um leque alargado de bons atletas que disputam aquele troféu com grande empenho. O super Leonardo Lico, venceu uma vez mais a meia maratona, e já bebia uns finos na zona da meta quando eu terminei com quase 3 horas de empeno.

Na maratona, não consegui ver quem ganhou…. passou muito rápido por mim a 3 ou 4 km do final…. vi o meu amigo Ovidio Linhas, do BTT Ervedosa a subir a “motor” a última rampa, e sei que terminou em 3.º. Grandes atletas!

venha 2014!!!

venha 2014!!!

A simpatia daquela gente, o carinho com que nos recebem, o almoço que preparam, javali, galo, e vitela, merece ser registado, e merece mais ainda, uma visita, para poderem atestar por si a riqueza ali existente.

Uma vez mais o agradecimento sincero, ao BTT Ervedosa, e ao homem de Ferro 😉 que conseguem colocar aquele evento no terreno com uma classe fora do comum. Obrigado!

Os meus registos:

Ficam os meus registos:

O meu registo .

O percurso  no .

Altimetria:

só subidas...

só subidas…


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A divina loucura…

Finalmente a remover  as teias de aranha deste blogue…

Ainda recuperando de uma arreliadora lesão no tornozelo, que já desde Março me tem impedido de pedalar por este jardim plantado à beira mar, regresso para deixar umas impressões sobre mais uma participação do GandaMalhos BTT.

CamelBack à frente...

CamelBack à frente…

Local escolhido para o regresso às lides ciclistas foi Bragança,  o evento foi a I Maratona das Cantarinhas, organizada pelo Velo Clube de Bragança, mais uma associação de boas vontades que se une para promover o ciclismo e um  estilo de vida saudável por terras transmontanas.

Num dia de céu limpo e temperatura amena, que tornou tudo ainda mais perfeito para pedalar, e após os habituais preparativos, lá saiu o compacto pelotón de betetistas para atacar um percurso espectacular nas imediações de Bragança.

Boa disposição

Boa disposição na 1.ª subida

Não posso deixar de afirmar que se trata da minha zona de eleição para pedalar, pois gosto mesmo daquele enquadramento paisagístico e do terreno, e podendo ser suspeito, são mesmo momentos de rara beleza os que se vivem em cima de uma bicicleta, em terras transmontanas.

O Velo Clube escolheu um percurso bem durinho para os atletas, (fiz a meia maratona com perto de 1000 m +) mas sempre ciclável, engalanado de paisagens de cortar a respiração, muitíssimo bem marcado, com muitos fotógrafos pelo caminho, e com um abastecimento de se lhe tirar o chapéu. Excelente trabalho do Velo Clube, mesmo sendo o primeiro evento organizado que puseram no terreno.

Ficará, no entanto, na minha memória por muito tempo a descida desde a serra de Nogueira até Bragança como um dos troços de BTT mais espectaculares que fiz até hoje. Não sei se foi das saudades de andar de bicicleta, mas foi mesmo a divina loucura percorrer aqueles quase 10 km de “gás à tábua”, onde o coração batia quase tanto como se de uma subida se tratasse. Muita adrenalina e prazer, e o pé magoado também gostou da tareia, só se manifestando no final. Fantástico!

Muito fixe...sim senhor

Muito fixe…sim senhor

Uma palavra também para a Associação de Ciclismo de Bragança, que patrocina a realização de um Open Regional de maratonas XCM/Ecopark Azibo, que rivaliza e supera em qualidade algumas organizações de eventos congéneres,  designadamente algumas perto de grandes cidades deste país… Um dos exemplos que posso aqui referir é o facto que me chamou a atenção, de que os controlos de passagem dos atletas são marcados numa pulseira fornecida ao atleta na partida e que no final é cortada para verificação individual.

Com um leque de promissores atletas que voam baixinho, é uma prova que merece ter mais visibilidade para trazer mais “tubarões” e atletas de lazer de outras zonas, para poderem apreciar o que de melhor se vai fazendo neste país em termos de BTT.

A divina loucura segue agora para Ervedosa, na Rota do Mineiro, a minha favorita desde há 4 anos.

Ficam os meus registos:

O meu registo .

O percurso  no .


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Vieira do Minho é Hard Core BTT!

Neste tempo de luta contra as malfeitorias que um grupo de jovens imberbes e imbecis a cheirar a leite, vai fazendo no comando deste país, resta pouca moral para escrever relatos de BTT.

Unindo rebanhos...

Unindo rebanhos…

No entanto, não podia deixar aqui as minhas impressões sobre um passeio que se tornou num daqueles ‘obrigatórios’ para mim.

Rota do Fumeiro. Local: Vieira do Minho.

pausa...

pausa…

Terceira vez nos passeios da Pedalar Vieira e sempre por novos caminhos, sempre espectaculares e desafiantes. Até onde irá a audácia deste pessoal?

Passeio curto, mas super intenso, com grau de dificuldade técnica elevado para o meu quase meio século de vida, mas que mal acaba, dá-me aquela sensação especial de se ter conseguido superar uma grande aventura.

Foto MK Makinas

Foto MK Makinas

Ambiente descontraído na partida, onde pude trocar breves impressões com o General Freedy, e companheiros do MK MAKINAS, mentores de um dos mais famosos eventos de btt de Portugal, e que fizeram uma grande deslocação, desde Tábua, para conhecer os trilhos de Vieira e ver se os “discípulos”  da Pedalar Vieira cumpriam. Oportunidade também de conversar com amigos da ADRChorense, que também organizam um passeio fantástico no Gerês, Terras do Bouro, onde já fui muito feliz….em cima da bicicleta… e não só…

sai da frente ... guedes...

Sai da frente … Guedes…!

Durante o percurso amena cavaqueira com amigos e atletas da  terra onde resido.

Tudo muito bem marcado, bom reforço, singletracks até dizer BASTA!, uma combinação de ingredientes perfeita, para um dia fantástico.

Apenas não participei no almoço promovido pela organização porque tenho uma “avença” no restaurante Arijal, que teima em me atestar de comida boa sempre que me desloco a Vieira do Minho, repondo logo as calorias perdidas com o esforço do passeio.

Mais um grande dia de bicicletas, e a promessa de regressar a Vieira assim que lá houver BTT organizado pela Pedalar Vieira.

Fim de festa

Fim de festa

Fica para a posteridade um vídeo realizado por betetistas da casa do pessoal da RTP, que mostra das partes mais aliciantes do passeio, chamo a particular atenção aos primeiros minutos, (minuto 1:30 até 4:20) onde apanhei um dos maiores sustos da minha vida… A ravina do lado esquerdo era absolutamente impressionante!

O gráfico da ordem:

Altimetria

As fotos possíveis no .

O meu registo .

O percurso  no .

FUI!


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Regresso às origens…

NGPS é um conceito curioso de abordagem ao BTT. Na prática pretende-se valorizar a autonomia do atleta, fazendo-o escolher entre dois percursos de dificuldade adaptada ao seu nível de treino, mas apenas sendo fornecido um track GPS.

Peloton...

Peloton…

Não existem marcações físicas no terreno, nem qualquer apoio logístico aos participantes. Este aspecto é salvaguardado através de pontos de interesse que são colocados no referido track, e permitem ao atleta localizar pontos de água, locais onde se pode alimentar, pontos perigosos, etc. Acaba por ser uma forma de regressar ao verdadeiro espírito de evasão associado à prática de Bicicleta Todo Terreno. Não existe competição, e o prémio é um sorriso especial quando se termina são e salvo uma aventura destas.

NGPS_2013_3

Frecha da Mizarela by Anita

Como andava curioso por experimentar este conceito, pude aproveitar a oportunidade de que a organização da etapa 1 deste circuito estava a cargo dos amigos da ECOBIKE, e sendo relativamente perto de casa, e  tendo-se juntado a vontade com o desejo, lá compareci cedinho em Arouca, junto ao secular e conhecido mosteiro.

Logo na chegada ao local de partida se verifica uma realidade bem diversa dos habituais eventos de BTT. Não há aquela azáfama do pessoal todo junto, carros carregados com bikes por todos os lados. Os betetistas vão chegando, levantam frontal, e vão à sua vida a solo ou em grupos.

Subindo... (foto do Vitor Correia)

Subindo… (foto do Vitor Correia)

Ainda assim a ECOBIKE montou um estaminé digno de prova internacional, para ajudar os cerca de 400 inscritos que decidiram aceitar para conhecer os trilhos de Arouca. Realce ainda para o speaker de serviço (El Trepador 😉 ) que ia dando constantes indicações sobre o trajecto e seus perigos.

A ferrugem acumulada que levo este ano ainda não me permite fazer distâncias grandes, …  (nem pequenas… 😦 ) mas a vontade é muita e tudo se resolve.  Assim, tinha combinado com uns colegas vizinhos de pedaladas, a boleia para não seguir sozinho, e também para testar um GPS potentíssimo que o amigo KiKo ia estrear.

O percurso escolhido foi o mais pequeno, mas que prometia grande dureza, e que pode ser conhecido neste documento, que o descreve com grande detalhe. AQUI.

E posso dizer que foi uma espectacular escolha por parte da Ecobike, fruto da sua beleza, diversão e dureza.

Aguardo com grande expectativa o video do Mr. Rampinhas, que certamente fará jus ao que aqui afirmo.

Quando a coisa começou a descer foi mesmo de tirar a respiração, tal a quantidade de adrenalina que provocava no pessoal. Espectacular!

Curiosidade, foi o facto de eu acabar por ter sido “promovido” a “chefe de fila” do mini pelotão, porque o pessoal achou que eu dominava as artes da navegação por GPS.  (ai se eles soubessem do meu sentido de orientação… 🙂 )Ainda assim a coisa nem correu mal de todo, uns pequenos enganos por excesso de velocidade a descer, mas nada de especial. A subir ninguém se enganou, e ainda tiveram que esperar algum tempo pelo “guia”… que vinha muitas vezes entretido com o TBCAD (transporte de bicicleta com apoio dorsal)… 😉

NGPS_2013_2

Final…

Apenas duas incidências técnicas no grupo (um furo e uma corrente mega encravada) que fizeram perder algum tempo, mas nada de relevante. Ninguém se aleijou e chegamos todos juntos ao fim com um enorme sorriso de satisfação.

E ficou mais um dia de BTT daqueles que dificilmente irei esquecer. A Ecobike esteve a todos os títulos irrepreensível, e acho que poderá ter habituado mal os novatos no NGPS, pois mimos como as laranjas na divisória dos percursos, ou o porto e pão de ló de Arouca no final, ou os banhos escaldantes, certamente não se repetirão.

Quanto à filosofia NGPS, é uma daquelas coisas que dá que pensar, e apenas para  admirar o conjunto de pessoas que perseguem esta maneira de viver o BTT,  e que organizam estes eventos, proporcionando aos outros uma perspectiva bem diferente da correria desenfreada que se vai vendo cada vez mais em muito passeio e maratonas btt por esse país fora. Acho espectacular o conceito de autonomia e de evasão que permitem estes eventos. Certamente participarei em mais.

A minha directora desportiva, uma vez mais acompanhou da forma possível, mais este evento em que participei, e entreteve-se numas caminhadas pelo Merujal e pela Mizarela e fez este relaxante video que partilho.

E fotos brutais, onde destaco esta:

quando alguém nasce...

quando alguém nasce…

e ESTA:

...nasce selvagem... não é de NINGUÉM!

…nasce selvagem… não é de NINGUÉM!

FUI!

O gráfico da ordem:

Altimetria

Altimetria

As fotos possíveis no .

O meu registo .

O percurso  no .